quinta-feira, novembro 22, 2007

1973

JAMES BLUNT

"1973"

Simona
You're getting older
Your journey's been
Etched on your skin

Simona
Wish I had known that
What seemed so strong
Has been and gone

I would call you up every Saturday night
And we'd both stay out till the morning light
And we sang, "Here we go again"
And though time goes by
I will always be
In a club with you
In 1973
Singing "Here we go again"

Simona
Wish I was sober
So I could see clearly now
The rain has gone

Simona
I guess it's over
My memory plays our tune
The same old song

[1973 lyrics on http://www.metrolyrics.com]

I would call you up every Saturday night

And we`d both stay out till the morning light
And we sang, "Here we go again"
And though time goes by
I will always be
In a club with you
In 1973
Singing "Here we go again"

I would call you up every Saturday night
And we'd both stay out till the morning light
And we sang, "Here we go again"
And though time goes by
I will always be
In a club with you
In 1973
Singing "Here we go again"

I would call you up every Saturday night
And we'd both stay out 'til the morning light
And we sang, "Here we go again"
And though time goes by
I will always be
In a club with you
In 1973
Singing "Here we go again"

And though time goes by
I will always be
In a club with you
In 1973

domingo, novembro 04, 2007

Sem grande inspiração

Sem grande inspiração. Sozinho no quarto. Não estás. Saíste com uns tipos quaisquer para te arranjarem uns colares novos, ou talvez uns perfumes. O telefone toca, interrompendo, por momentos, o som monótono e de embalo do termo-ventilador. Desligaram. Era um toque. Dois toques. Três toques.
Há imenso tempo que não jogo futebol. Marcar golos só simbolicamente ou, então, na horizontal. Aí, o que acontece é que não costumamos comemorar com um grito alto tipo “Golo!!”, nem tão pouco fechar e erguer os punhos. Talvez seja outro tipo de expressões que surjam, o rosto contraído de prazer e a voz, abdominal, a erguer-se de um fundo de uma cama a ranger. O som global vai ainda, contudo, depender da parceira.
Parceira de jornada. Não está aqui. Saíste com uns tipos quaisquer para te arranjarem uns colares novos, ou talvez uns perfumes.
Dou por mim a divagar, devagar, ou aceleradamente, sobre o desenvolvimento da inteligência emocional nos cães. Terá sido, para além dos infinitos cruzamentos de raças que para isso contribuíram, por identificação projectiva, na relação com os humanos, advogo eu, talvez em jeito de delírio, permitindo o desenvolvimento de novas vias de comunicação e uma propensão especial para a dependência dos afectos. Curiosamente, um cão não reconhece a mãe, tal como o ser humano o faz, mas reconhece e vincula-se ao dono e a outros seres humanos significativos.

A verdade é que são poucas as vezes que dou por mim com aquela curiosidade, que reconheço infantil, e que me fazia sonhar que um dia seria um cientista, daqueles que pudesse acrescentar um qualquer sentido para a humanidade. Fazendo inevitavelmente parte dessa humanidade, embora esquecendo, por vezes, perdão, omitindo, essa consciência de pertença e anestesiando-me entre os afazeres, preocupações e novelas quotidianas, já homem adulto, acho a curiosidade um bicho de difícil alimentação. Porque, à medida que crescemos, tomamos consciência de que, à escala global, somos infinitamente pequenos. Eis a benesse por sermos curiosos...