quinta-feira, maio 24, 2007

Biblioteca

Interactive Pictures
O Primeiro Éden
Livro do Espectáculo do CATS
Novas Perspectivas das Ciências do Homem
O Homem
Veronika Decide Morrer
Olhares do Mundo
A Origem da Família da Propriedade e do Estado
O Paradigma Perdido
Noites Brancas
A Náusea
O Altruismo e a Moral
Being Dead
Genoma
Apanhados do Clima
As minas de Salomão
O Erotismo
Cala a minha boca com a tua
Os Versículos Satânicos
A Materna Doçura
A Lei do Amor
O Anti-Cristo
Assim Falava Zaratrustra
Tieta do Agreste
Amor, curiosidade, prozac e dúvidas
Mitologias
A procura da verdade oculta
Sete cartas a um jovem filósofo
Metamorfose
O menino que não gostava de ler
O conhecimento da flor
O Cão Amarelo
In and Out
O homem que mordeu o cão
Van Gogh
Sul
O Evangelho segundo Jesus Cristo
Azul
Lovecraft
Não há longe nem distância
Vinte Poemas de Amor
A Arte
A ideia de Europa
Os dias de um homem banal
Adopta-me
Deixa-me que te conte
O Códido Da Vinci
As Horas
Não entres tão depressa nessa noite escura
A substância do amor
Os primeiros anos
Uma casa na escuridão
A insustentável leveza do ser
...

quinta-feira, maio 17, 2007

Sem som

A televisão não tem som. À minha volta, na sala, só está a imobilidade do tempo a passar. Há algum ruído de fundo: uma crianças, uns pais, uns passos...
Os meus olhos, pesados, centram-se nos pontinhos que formam a imagem do ecrã do portátil. Opções: ir para o café beber mais um café; ir para a cozinha lavar uma pilha de loiça; tomar um banho para refrescar as ideias; deixar-me estar, estendido no sofá, à espera da hora de ir para Coimbra...
Auto-conhecimento é o conceito chave da minha tarde de hoje. Pensar, pensar, pensar, sentir, sentir, sentir... Respiro fundo. Olho novamente à volta... continua a estar só a imobilidade do tempo a passar... É angustiante... Os ruídos de fundo continuam.
Procuro acertar o passo entre os mundos que habito e que me habitam... Tenho dúvidas, tenho tantas dúvidas. Tenho também saudades de pessoas, daquelas, muito especiais... que fazem companhia e que dão alegria. É bom dar e receber contentamento...
"O que faz falta é animar a malta!"

Não sei se tenho os pés inchados. Acho que não. Por dentro, sim, talvez esteja inchado. É que isto de estar sem cigarros e quase de dieta tem muito que se lhe diga... Enfim, ora são dores de cabeça, ora dores de barriga... mas tudo isso é resolúvel... penso que o apaziguamento virá com o tempo... aquele que continua imóvel a passar...

Estou, eu próprio, com mil e uma tarefas a meio... Está tudo a meio... a meio do fim... mas que fim? Mas que raio, estou farto de coisas atravessadas! Mas não consigo atravessar a fronteira, o limite... Há tanta coisa que ainda não sei...

segunda-feira, maio 07, 2007

Escrevo, logo desincho

Sinto que escrever é um bom remédio. Para o tempo que ora passa depressa de mais. Para o tempo que se quita quase imóvel nos corações. Para a sede de viver. Para a fome interna. Para os senhores e senhoras que me têm acompanhado nos palcos trágico-cómicos do quotidiano e que me fazem sentir e sentir novamente. Proficuamente escrevo.
Escrever é um bom xarope. Para a tosse de cão, quando cobiçamos o osso alheio. Para a urticária, quando o problema são as comichões. Para a febre, quando os calores são irresolúveis sem concretizações adequadas. Pois é, o desejo insiste e persiste. Para a voz, quando urge a necessidade de cantar. Há quem diga que sou um cantador, ou seja, que canto a dor. Não sei. Mas, escrever é um bom analgésico para as dores. Para as dores de barriga, se estivermos com dificuldades em digerir o que foi para dentro. Para as dores de cabeça, quando a tensão devida ao aparelho de pensar termina e os vasos sanguíneos deixando de ficar energizados, decidem expandir e, no seu relaxamento, fazem doer. Para as dores dos ossos, estruturais por natureza. Para as dores nas articulações, quando o mais difícil são as ligações entre contextos, entre tempos - passado, presente e futuro. Para as dores nos pés - Édipo, e todos os homens de pés inchados, que caminham muito, ou mal, ou em condições talvez pouco recomendáveis – que aparecem de tempos a tempos.
Eu?
Escrevo para desinchar os pés.
E vocês?