terça-feira, março 13, 2007

Um bom dia

O dia principia. Os raios de sol circulam através do que resta da neblina matinal.
Dou por mim sentado no café, à procura dos primeiros pensamentos do dia. À espera do primeiro alimento diurno. Aguardo.
Tal como numa rede de transportes de uma cidade, os meus pensamentos fluem e circulam. Uns autocarros andam cheios, outros não. Os metros e os comboios vão "maneirinhos", pegando e largando pessoas em cada estação.
Os bilhetes, da vida, são somente de ida. Não há retorno. É um caminho diverso, múltiplo, mas sem podermos voltar atrás. Só e apenas, olhar para trás, procurando, numa espécie de balancete afectivo, ter o sentimento de que esta ou aquela música, ou este ou aquele ruído, valeram a pena, ou se, pelo menos, eles puderam ganhar um sentido, daqueles que nos fazem comover, ou que nos permitem continuar a emocionarmo-nos, com a alegria do que é bom e faz crescer.
Um danoninho poderia resolver tudo. Crescer, crescer, crescer. Mas não, já não dá. O Vitinho também já era... E pronto, está na hora de deixar a caminha...

... e desejar um bom dia àqueles em que, por momentos, nos podemos reconhecer...

domingo, março 11, 2007

tic tac

Os minutos passam impiedosamente.
Parte da sua passagem é desejada. Outra parte não.
Tic tac, Tic tac.
Respira-se fundo. Pensa-se profundo.
O tempo condensa-se, dentro de nós, e agita-se. A tua ausência inscreve-se nesse tempo.
Amanhã, o regresso ao caminho da aprendizagem da "desinscrição".
Do estar e ser, sem estar e ser, like common sense perspective.
O retorno à estrada sinuosa, e sem turning back point, de olhar para além do visível, de escutar para lá do audível.
Tic tac, Tic tac.
O conhecimento transformar-se-á um dia em intuição.
Tic tac.
A emoção em pensamento. No more rolling stones inside your head.
Será?
Os minutos passam impiedosamente.
Não me sinto velho, ainda que já me chamem, ocasionalmente, "velhadas" e cota. Contudo, e felizmente (?), de vez em quando, também vá ouvindo exclamações do tipo "jovem!", no café ou no restaurante, quando a mim se dirigem...
Às vezes é difícil saber onde estamos e que calçado surge como o apropriado.
Os minutos passam impiedosamente, e nós...
...Continuamos na mesma.
Tic tac,
Tic tac,
Tic tac,
Tic tac...

quinta-feira, março 08, 2007

Sim, é inspirador.

daqui em diante...

... a dança sincrónica da rotina dos livros, do conhecimento, do vivere quotidiano e laboral, andará a par e passo com a dança quente, dos corpos íntimos, e dos olhares, seus velhos conhecidos.
Conheço o frio, mas prefiro o quente.

... seguirei descalço, porque dessa natura sou feito, de braços abertos ao teu encontro.
Estou farto de sapatos chiques. Gosto de chapéus.

... conhecerei restaurantes, partilharei pratos exóticos, ou simples cafés, a par com as mais nobres danças de amizade, de gestos ternos, de erotismo, mais ou menos clandestino.
Conheço o frio, mas prefiro o quente.

... amarei, sempre que puder. Amarei mais.
Estou farto de sapatos chiques. Gosto de chapéus.

domingo, março 04, 2007

noções básicas de vida

"A vida é sempre mais urgente que o trabalho". :)