quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Viagens, estrelas e jogos de vida

Por cada viagem vejo um céu. São estrelas espalhadas por aí.
Por cada aventura deixo-me levar em ventos e correntes coloridas.
São vidas, murmura um velho perdido numa rua da cidade.
Por cada estação observo expressões: pressa, expectativa, temor...
Por cada segredo respiro fundo e no aeroporto das relações deixo-me estar.
Paris, Londres, Budapeste? Qual o destino? Qual a saída?
São mil e duas possibilidades...
Por cada astro que espreita na torrente escura de uma noite qualquer. Anónima.
Penso em ti. Nos muitos ti's que andam calmamente no palco do dia a dia...
Água doce, salgada, amor e partilha de ritmos coordenados uns com os outros. Às vezes.
Madrid, Torino ou Bruxelas? Qual o rumo? Qual o número do voo?
São mil cento e vinte e quatro as opções possíveis.
Por cada hipótese que se joga aos dados e no tabuleiro de xadrez quotidiano, perdem-se umas peças, ganham-se outras vezes de jogar. Encontra-se o desejo e a sua concretização, diferida ou não, numa conjugação da rainha com o cavalo, do seis com o um (nos dados), dos ouros com as copas... Vamos jogando, sempre vivendo...
No final saberemos se terá valido a pena.